MARIA APRESENTADA NO EVANGELHO DE LUCAS
É maravilhosa a figura de Maria pintada por Lucas em seu Evangelho e nos Atos. Ele consegue fixar Maria entre as mulheres de seu tempo, com todas as suas dores, dúvidas, alegrias e cotidiano e ao mesmo tempo inseri-la no rol das matriarcas veterotestamentárias, como mulher forte, inteligente, sensível e fiel ao Verbo de Deus. A Maria lucana é uma mulher de uma fé madura - não em processo de amadurecimento como em Marcos, mas uma mulher firme em sua fé, em suas decisões, sobretudo no momento do anúncio, bem como uma mulher mãe de família, que zela pela sua casa, por seu esposo e por seu filho.
A teologia lucana dá, por meio de Maria, voz à mulher judia do primeiro século. Lucas revela Maria como a mulher que sabe ouvir, mas que também tem voz. Voz para indagar, voz para acatar, voz para aceitar ser a criatura mãe do seu Criador. Infelizmente a iconografia cristão representa Maria como uma mulher submissa, de olhos fixos no chão, arquétipo da mulher desenhada por São Paulo (Efésio 5, 22), mas não é essa mulher que São Lucas nos apresenta. Antes nos apresenta uma mulher que dialoga com o Anjo, em plena teofania. Uma voz que não cala diante do "Mistério a quem chamamos Deus" (Karl Rahner), que ouve, questiona e corajosamente dá o seu "fiat" (faça-se), doando-se ao Reino na criação do homem novo em Cristo Senhor. Maria usa o mesmo verbo do Criador quando lá em Gênesis diz "Façamos o homem a nossa imagem e semelhança" (Gn 1, 26). O "Faça-se" que Lucas colocou nos lábios de Nossa Senhora é criador, transformador posto que nascido do Amor Misericordioso de Deus (1 Jo 4, 10), que nos amou por primeiro.
O Magnificat é um canto que reúne lamento e esperança e ecoa pelos séculos, primeiro pelos lábios de Maria Virgem, depois pelas bocas das mulheres africanas, asiáticas, ameríndias, dos países e povos perseguidos, feridos e humilhados de todo o mundo. O Magnificat é sempre atual por é um porto de esperança de que Deus dispersará a soberba e aniquilará os poderosos e os ricos desse mundo, exaltando, finalmente os humildes e livrando-os do sofrimento. A esperança é o marco forte deste cântico e um solene convite à conversão e ao amor, ao serviço e à paz. Num mundo cuja história é marcada pela opressão dos lábios da virgem judia nasce um cantar que desperta-nos a esperança da superação de tudo o que nos afasta do amor misericordioso de Deus e nos une - uníssonos, num cantar de esperança e fé.
A teologia lucana dá, por meio de Maria, voz à mulher judia do primeiro século. Lucas revela Maria como a mulher que sabe ouvir, mas que também tem voz. Voz para indagar, voz para acatar, voz para aceitar ser a criatura mãe do seu Criador. Infelizmente a iconografia cristão representa Maria como uma mulher submissa, de olhos fixos no chão, arquétipo da mulher desenhada por São Paulo (Efésio 5, 22), mas não é essa mulher que São Lucas nos apresenta. Antes nos apresenta uma mulher que dialoga com o Anjo, em plena teofania. Uma voz que não cala diante do "Mistério a quem chamamos Deus" (Karl Rahner), que ouve, questiona e corajosamente dá o seu "fiat" (faça-se), doando-se ao Reino na criação do homem novo em Cristo Senhor. Maria usa o mesmo verbo do Criador quando lá em Gênesis diz "Façamos o homem a nossa imagem e semelhança" (Gn 1, 26). O "Faça-se" que Lucas colocou nos lábios de Nossa Senhora é criador, transformador posto que nascido do Amor Misericordioso de Deus (1 Jo 4, 10), que nos amou por primeiro.
O Magnificat é um canto que reúne lamento e esperança e ecoa pelos séculos, primeiro pelos lábios de Maria Virgem, depois pelas bocas das mulheres africanas, asiáticas, ameríndias, dos países e povos perseguidos, feridos e humilhados de todo o mundo. O Magnificat é sempre atual por é um porto de esperança de que Deus dispersará a soberba e aniquilará os poderosos e os ricos desse mundo, exaltando, finalmente os humildes e livrando-os do sofrimento. A esperança é o marco forte deste cântico e um solene convite à conversão e ao amor, ao serviço e à paz. Num mundo cuja história é marcada pela opressão dos lábios da virgem judia nasce um cantar que desperta-nos a esperança da superação de tudo o que nos afasta do amor misericordioso de Deus e nos une - uníssonos, num cantar de esperança e fé.
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